sábado, 6 de agosto de 2011

Quando o amor é distração





Texto bem interessante de Ivan Martins da Revista Época:

Depois de algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, é inevitável que a gente tenha a sensação que já fez de tudo e que a vida – aquela de todos os dias, ano após ano - está se repetindo. Quando eu tinha 17 anos, um dos meus melhores amigos, um ano apenas mais velho do que eu, decidiu se casar. Durante a conversa que tivemos sobre isso, argumentei que a decisão era pra lá de precoce, mas ele respondeu, cheio de si: “Eu sinto que já fiz de tudo.”

Os tempos mudam, mas algumas coisas permanecem.

Nos anos 70, quando essa conversa aconteceu, havia pressa entre os garotos em tornar-se homens. Para alguns, como esse amigo, mais conservadores, isso se dava por meio do casamento. Você provava ao mundo e a si mesmo que havia crescido ao entrar na igreja e ter um filho, preferencialmente com um intervalo de alguns meses entre uma coisa e outra.

Hoje em dia talvez seja o contrário. Há uma determinação coletiva em esticar a adolescência além do limite razoável. A sensação predominante, aquilo que alguns chamam de espírito do tempo, é que nós todos viveremos como Oscar Niemeyer ou Domingos de Oliveira. Talvez mesmo como Matusalém, aquele personagem bíblico que bateu sandálias aos 969 anos. Com frequência eu escuto conversas assim: “Eu tenho 25anos, sou moleque, mas...” Obviamente mudou a idade em que as pessoas sentem que cresceram.

O que não mudou desde a calça boca de sino foi a maneira que as pessoas escolhem para mudar a vida. Quando as sensações estão se repetindo, quando um ciclo aparentemente se esgotou, elas se apaixonam. Temos até uma frase para explicar isso: quando estamos prontos, a pessoa certa aparece. A “pessoa certa” varia de uma vida para outra, mas a função dela, eu acho, é sempre encerrar uma etapa e dar início a outra. Recomeçar.

O motivo é simples: a paixão nos dá a sensação de voltar ai zero. Ou quase. Eros, na mitologia grega, não encarna apenas a força brutal do amor e do erotismo. É também o deus da natureza, com seus ciclos indomáveis de morte e renascimento. Estar apaixonado é florescer, tanto quando se entorpecer ou enlouquecer. Meu amigo percebia isso aos 18 anos. Pegou carona na energia da paixão para mudar a vida na direção que imaginava correta. Um novo amor, um novo começo, a possibilidade de uma nova vida. Quem nunca embarcou nessa?

Mas eu vejo um problema com essa forma de mudar as coisas: a energia da paixão é ambígua. Ela pode ajudar a promover mudanças reais ou pode encobrir, sob uma camada de novidade e erotismo, a vontade de mudança que não se realiza em outros aspectos da vida. O amor pode ser ação, mas pode ser apenas distração.

Escrevo isso porque, frequentemente, tenho a sensação de que transferimos para o amor a responsabilidade por milagres que ele não tem capacidade de operar.



É comum, por exemplo, estar tão enfastiado com o trabalho que a vida pareça insuportável. Quem pode ser feliz fazendo o que não gosta todos os dias? Ou indo a um lugar onde não gostaria de estar? Ou tratando diariamente com pessoas que não gostaria de ver?

Mas é igualmente comum que, em vez de tentar alterar esse aspecto essencial da existência, as pessoas se atirem a mudanças de outra ordem, sobretudo afetivas, em busca de uma satisfação que será necessariamente temporária e que não vai mudar em nada o problema essencial. Eu já fiz isso e já vi dezenas de pessoas fazerem igual.

(Minha sensação é que as pessoas práticas, aquelas capazes de mudar com mais eficiência os aspectos materiais da sua existência, têm menos necessidade de revolucionar seu mundo afetivo a cada par de meses ou anos. Elas se renovam mudando outros aspectos da vida.)



Há também a paixão que nos consola das nossas questões interiores. Das nossas dores permanentes. Da nossa ansiedade intolerável. Por algum tempo ela nos distrai de nós mesmos. É uma fuga que tende a se repetir. Gente angustiada e sedutora faz isso o tempo inteiro: troca de parceiro e de paixão sem conseguir trocar o essencial em si mesmo. Eu já conheci gente assim, você também. Um belo dia elas acordam, percebem que a velha dor está lá, e vão embora, atrás de outra paixão que consiga preencher o buraco impreenchível.

Qual é a moral dessa história?

Que talvez tenhamos de desconfiar de nós mesmos (e de nossas razões) mesmo quando estivermos sendo levados ao céu pelo anjo inesperado e providencial da paixão. Se o anjo aparece toda vez que a vida se torna insuportável, talvez não passe de uma requintada muleta com asas. Ou de uma ilusão. Quem sabe um analgésico.

O meu amigo decidiu que já tinha vivido tudo aos 18 anos e que a paixão e o casamento resolveriam suas angústias de adolescência. Obviamente ele era um tolo e as coisas não aconteceram como ele previa. A maioria de nós fez 18 anos há muito tempo, mas, de uma forma silenciosa e quase inconfessável, muitos continuamos esperando que o amor (o próximo amor, o casamento, ou aquele cara...) vá solucionar, repentinamente, nossa vida. Eu acho que não acontece assim. Pelo menos comigo não tem acontecido.


Sons mágicos para namorar


Dançar, brincar, beijar...:









sexta-feira, 2 de abril de 2010

Amor na mitologia





Zeus, Hera e Semele

Cadmo e Hermíone tinham quatro filhas, que se tornaram, ao crescerem, tão belas quanto sua linda e semidivina mãe. Seus nomes eram Semele, Agave, Autonoe e Ino, e, também elas, tiveram que sofrer a hostilidade da deusa Hera desde o momento em que vieram ao mundo.

Semele era tão linda que Zeus por ela se apaixonou, e renunciou à sua majestade para visitá-la sob a forma de um belo rapaz. Hera, naturalmente, não o ignorava, e arquitetou contra Semele terrível vingança , pois tinha dupla razão para odiá-la. Tomou a forma e a voz de Beroe, uma das aias de Semele e disse-lhe:

- Esse homem que jura ser o grande e divino Zeus pode estar tentando enganá-la. Não parece ser mais do que um simples mortal. Como sabe você que ele é verdadeiramente um deus?

- Ele é mais belo do que qualquer homem deste mundo, respondeu Semele.

- Isto nada prova. A próxima vez que ele lhe disser que é Zeus, peça-lhe para jurar pelo Estige (pois é esse um juramento que nem mesmo os próprios deuses podem quebrar) que está disposto a lhe dar seja o que for que você pedir. Depois de ter jurado, (e ele o fará com certeza) ordene-lhe que se apresente aos seus olhos com todo o poder e a majestade de sua natureza divina, como quando ocupa o trono do Olimpo.

Na primeira vez em que veio Zeus fazer a corte a Semele, ela fê-lo jurar pelo Estige que lhe daria qualquer coisa que ela pedisse. Depois de haver ele jurado:

- Apresente-se a, mim, disse ela, com todo o poder e a majestade de sua natureza, divina, tal qual ela se manifesta quando você se senta em seu trono do Olimpo.

- Se o fizesse, disse-lhe Zeus, seus olhos mortais seriam cegados pela minha glória e seu corpo reduzir-se-ia a cinzas. Peça-me qualquer outra coisa, querida, mas não aquilo que inevitavelmente causaria a sua morte.

Semele pensou que ele estivesse apenas arranjando desculpas e que não passava, afinal, de um simples mortal. Respondeu então que nada, a não ser o que pedia, a poderia satisfazer. Obrigou-se Zeus a satisfazer a sua vontade, já que estava ligado pela promessa que fizera, e que nem mesmo os deuses podem abjurar.

Na noite seguinte, enquanto Semele espreitava-o de sua janela, ouviu ela o ribombar de um trovão e viu a luz ofuscante de um relâmpago fender a abóbada celeste. Aproximava-se a tempestade à medida, que Zeus descia do Olimpo com todo o seu esplendor, num carro, que era uma nuvem tempestuosa. Semele ficou ofuscada, ensurdecida e arrependida de sua temeridade. Fugiu de casa com os olhos cerrados e tapando os ouvidos. A atmosfera estava incandescente. Ouviam-se estrondos ensurdecedores enquanto as árvores eram fulminadas e despedaçadas por uma chuva de chispas elétricas. Ao mesmo tempo uma voz retumbante, profunda e majestosa bradou nos céus, ecoando no flanco das colinas:

- Eu sou Zeus, pai dos deuses e dos homens. Olhe para minha face, Semele, e morra!

Semele abriu os olhos e soltou um grito de espanto. Em sua frente estava Zeus, o soberano dos céus, em todo o seu poderio e esplendor. Durante um momento ela o encarou. Depois, seus olhos foram cegados pela sua luz resplandecente. Foi seu corpo consumido pelas chamas de seus raios e, num instante, transformou-se ela num monte de cinzas.

Porém, salvou-se o filho que ela devia dar a Zeus pois seu pai o guardou em sua coxa até o dia de seu nascimento. Veio a chamar-se Dionísio (*Baco para os romanos*).

Por essa forma vingou-se Hera de seu marido Zeus - que amara a Semele tão apaixonadamente a ponto de lhe dar uma coroa de sete estrêlas, que ainda podemos contemplar no céu - vingando-se também da neta de Afrodite, a quem ela tanto detestava.

O Amor na mitologia


Eros e Pisique

Eros e Pisique

A História de Eros (cupido) e Psique





(obras de Maurice Denis)

Psique era uma jovem tão linda que Vênus passou a ter ciúmes dela. A deusa deu ordens a Cupido para induzir Psique a apaixonar-se por alguma criatura de má aparência, porém o próprio Cupido tornou-se seu amante. Cupido a pôs num palácio, mas somente a visitava na escuridão e a proibiu de tentar vê-lo. Movidas pelo ciúme as irmãs de Psique disseram-lhe que ele era um monstro e iria devorá-la.

Certa noite Psique pegou uma lamparina e iluminou o quarto para ver Cupido adormecido. Excitada diante da visão de sua beleza ela deixou cair sobre Cupido uma gota do óleo da lamparina, e o despertou. Por causa disso o deus abandonou-a, ressentido pela sua desobediência. Sozinha e cheia de remorsos Psique procurou o amante por toda a terra, e várias tarefas difíceis lhe foram impostas por Vênus. A primeira delas foi separar na escuridão da noite as impurezas de um monte enorme de várias espécies de grãos, porém as formigas apiedaram-se de Psique e vieram em grande número para realizar a tarefa por ela.



E assim, por um meio ou por outro, todas as tarefas foram executadas, exceto a última, que consistia em descer ao Hades e trazer o cofre da beleza usado por Perséfone. Psique havia praticamente conseguido realizar a proeza, quando teve a curiosidade de abrir o cofre; este continha não a beleza, e sim um sono mortal que a dominou. Entretanto Júpiter, pressionado por Cupido, consentiu finalmente em seu casamento com a amante, e Psique subiu ao céu.

"Embora sem um templo, embora sem altar!"

A história de Cupido e Psique é, geralmente, considerada alegórica. Psique em grego significa borboleta como alma. Não há alegoria mais notável e bela da imortalidade da alma como a borboleta, que, depois de estender as asas, do túmulo em que se achava, depois de uma vida mesquinha e rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um dos mais belos e delicados aspectos da primavera. Psique é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade.

Nas obras de arte, Psique é representada como uma jovem com asas de borboleta, juntamente com Cupido, nas diferentes situações descritas pela fábula.

Milton refere-se à história de Cupido e Psique, na conclusão do seu "Comus":

Seu filho, o deus Cupido, logo avança,
A linda amada, em transe, conduzindo,
Após tantos labores enfrentar;
Eis que, com a aprovação dos deuses todos,
Em sua esposa eterna há de torná-la.
E, de tal himeneu, irão dois gêmeos,
Juventude e Prazer, venturosos,
Muito em breve nascer; jurou-o Jove.



A lenda de Cupido e Psique é também apresentada nestes versos de T.K.Harvey:

Quanta lenda tão bela, outrora nesse dia
Longínquo em que a razão tomava à fantasia
A asa multicor e, entre areias de ouro,
O rio carregava um líquido tesouro!
Quando a mulher sem par, beleza peregrina,
Que de sofrer e amar e lutar teve a sina,
A terra percorreu, exausta, noite e dia,
À procura do Amor, que só no céu vivia!

A história de Cupido e Psique apareceu pela primeira vez nas obras de Apuleio, escritor do segundo século da nossa era. É, portanto, uma lenda muito mais recente que a maioria das outras da Idade da Fábula. É a isso que Keats faz alusão, em sua "Ode a Psique":

Ó mais bela visão! Ó derradeira imagem
Da estirpe celestial, da olímpica linhagem!
Mais bela que Diana livre de seu véu
E que Vésper erguida entre os astros do céu!
Que, no Olimpo, pudeste reluzir e ofuscar,
Embora sem um templo, embora sem altar!


Cupido e Psique
(Antonio Canova)

O Mito de Afrodite ( Venus) A Deusa do Amor



Na mitologia grega a deusa Afrodite simbolizava a beleza e a paixão sexual. Mas para os romanos, que lhe davam o nome de Vênus, ela era originalmente a divindade dos jardins e do crescimento, e só mais tarde foi identificada com a deusa grega do amor. Segundo o poeta grego Hesíodo, que viveu provavelmente no século 8 a.C. e escreveu a Teogonia, coletânea das lendas mais antigas sobre o nascimento e feito dos deuses, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e jogou os seus órgãos genitais no mar, perto da ilha de Chipre, tendo Afrodite nascido da espuma (aphros, em grego) assim formada, e dentro de uma madrepérola. Já para Homero, ela seria filha de Zeus e Dionéia, sua consorte em Dodona (cidade do monte Tomaro, no antigo Epiro, nordeste da Grécia, e antigo centro de adoração dos pelasgos, primitivos habitantes das terras gregas e italianas).

Ainda segundo Homero, ela (Afrodite) foi conduzida à ilha por Zéfiro e entregue às Horas, para que estas cuidassem de sua educação. Daí, portanto, o seu culto ter se originado em Chipre, estendendo-se depois a Esparta, Corinto e Atenas, e tendo como símbolos a pomba, a romã, o cisne e a murta. Conhecida como a deusa da beleza e dos prazeres, mãe dos Amores, das Graças, dos Jogos e dos Risos, ela foi dada como esposa a Hefesto (Vulcano), o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais, mas foi-lhe infiel muitas vezes, envolvendo-se em aventuras amorosas com Ares (Marte), o deus da guerra, com quem teve os filhos Eros (Cupido), Harmonia, além de Deimos e Fobos (o Terror e o Medo); com Hermes (Mercúrio), que lhe deu Hermafrodito; com Dionísio (Baco), pai de Príapo; e outros amantes mortais, entre os quais Anquises, um pastor troiano com quem ela gerou Enéias, e o seu amor mais constante, o jovem Adônis, célebre por sua beleza, que acabou sendo morto pelo deus Ares metamorfoseado em javali, porque este não se conformava com o fato de ter sido trocado por um simples mortal . Revela a lenda que consumada a tragédia, Vênus tomou o corpo do seu amante nos braços e, após chorar sua morte, transformou-o em anêmona, uma bela e efêmera flor da primavera.

Conhecida por diversos nomes (Cipres, Ciprina, Pafia, Citeréia, Anadiômene - que significa saindo das águas - e Dionéia, como sua mãe), Afrodite tinha um temperamento irascível. Além disso, era vingativa, valendo destacar, nesse aspecto, sua intolerância quanto a outra mulher se considerar tão bela quanto ela, razão pela qual punia não apenas as mortais que pensassem dessa maneira, mas principalmente as que realmente possuíssem tal beleza. A deusa carregava consigo um cinturão mágico de grande poder sedutor, cujo nome era Cestus, do grego kestós, que significa picado, bordado. Este cinto tinha a propriedade de inspirar o amor, e os efeitos dessa paixão eram irresistíveis. Uma outra variante diz que Afrodite possuía uma fita bordada de desenhos variados que ela usava cingindo o seio, e nela residiam todos os encantos, como a ternura, o desejo e a conversação amorosa e sedutora, qualidades que enganam o coração dos mais sábios. Inúmeros templos foram consagrados à sua celebração, entre os quais o da ilha de Chipre, em Amafonte, em Pafos e na ilha de Citera. As lendas freqüentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos. À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade.

Suas festas, celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto, eram chamadas de afrodisíacas, e o sexo praticado com suas sacerdotisas, consideradas prostitutas sagradas, um meio de adoração e contato com a deusa. Porém, com o passar do tempo, a substituição da religiosidade matriarcal pela patriarcal fez com que Afrodite passasse a ser vista como uma deusa frívola e promíscua, em decorrência de sua liberalidade sexual.

Fonte - http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=213843

Um pouco do Kama Sutra




O Kama Sutra foi escrito para a nobreza da Índia por um nobre Vatsyayana, em alguma época entre 100 e 400 d.C. Escrito originalmente em sânscrito, está inserido na concepção de mundo da religião hindu. Seus ensinamentos, embora conduzam ao prazer, visam, em primeiro lugar, à elevação espiritual do homem, em sua trajetória religiosa.

Kama significa amor, prazer, satisfação. É um dos três sustentáculos da religião hindu. Os outros são Dharma e Artha. Dharma é o mérito religioso e Artha a aquisição de riquezas e bens.

Os hindus acreditavam que aquele que praticar Dharma, Artha e Kama, sem se tornar escravo das paixões, conseguirá êxito em todos os seus empreendimentos. Em outras palavras, deve-se desfrutar as riquezas e os prazeres sexuais sem jamais perder a virtude religiosa.

Naqueles dias, o nobre típico hindu levava uma vida de luxo ocioso e tinha bastante tempo livre para se dedicar, se assim o desejasse, ao aprendizado e ao aperfeiçoamento das habilidades sociais, sexuais e artísticas descritas em livros como o Kama Sutra.

Esperava-se do cidadão ideal que dedicava sua vida à conquista de três metas:

darma - aquisição de mérito religioso;

artha - aquisição de riquezas e

kama - aquisição de amor ou prazer sexual.

O Kama Sutra pretendia ajudar na terceira destas metas

Os 30 beijos do Kama Sutra




O beijo por si só é uma arte e o Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. Por isso, no livro há descrição com detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados.

O ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional, os três juntos podem transportar a pessoa para o "sétimo céu".

Os beijos podem ir desde um contato fugaz, como um atrito inesperado, até uma fusão de dois corpos por meio dos lábios. Nos dois extremos, existem numerosas variações, ainda que muitas pessoas descuidem desta habilidade que, como todas, está sujeita às leis de aprendizagem: constância, criatividade e paciência.

Segundo o Kama Sutra, os 30 tipos de beijos são:

1. Beijo de lado
Quando as cabeças das duas pessoas se inclinam em direções opostas e o beijo é produzido nessa postura.
Essa é uma das formas mais comuns de se beijar e a preferida dos filmes. As cabeças inclinadas permitem um melhor contato dos lábios e uma penetração profunda da língua. É um modo excelente de começar um encontro amoroso apaixonado e também um modo de estimular a paixão entre o casal.

2. Beijo inclinado
Quando um dos dois coloca a cabeça para trás e a outra pessoa, que a segura pelo queixo, a beija. A doçura e o afeto são as emoções principais que são transmitidas com esse beijo. Um beijo desse tipo é apropriado para as preliminares, quando se prefere fazer sexo com lentidão e de frente.

3. Beijo direto
Quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam como se fossem uma fruta madura. É um tipo de beijo em que o importante é que além de serem chupados, os lábios sejam mordiscados e levemente acariciados com a língua. É um beijo tranqüilo e demorado, que pode expressar uma forte paixão e que excita muitas pessoas mais do que o beijo de língua.

4. Beijo pressão
Os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. É um beijo para iniciar a relação ou para terminá-la, não convém mantê-lo por muito tempo. Os dentes se cravam na parte interior dos lábios e pode sair sangue.

5. Beijo superior
Quando um dos dois pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o "carinho" beijando-lhe o lábio inferior. Na descrição deste beijo fala-se que uma pessoa do casal deve tomar a iniciativa e o outro se limita a correspondê-la. Uma possível razão para isso é que o Kama Sutra foi escrito para homens ativos e mulheres passivas. Mas, nos casais atuais, cada um deve ser o mais criativo possível e deixar que a imaginação se expresse como ela é, e não se limite a responder a iniciativa do outro.

6. Beijo broche
Quando um dos dois se prende aos lábios de seu amante, isso é chamado de beijo broche. E se o que realiza o beijo toca seus dentes, a gengiva ou o céu da boca com a língua, esse beijo chama-se "luta de língua".

7. Beijo palpitante
Quando um dos dois deposita sobre os lábios milhares de beijos bem pequenos percorrendo toda a boca e as comissuras (junção dos lábios).

8. Beijo contato
Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios.

9. Beijo para acender a chama
É o beijo na comissura (junção) dos lábios que costuma ser dado no meio da noite para incendiar a paixão.

10. Beijo para distrair
O beijo ideal para quando vocês estiverem assistindo a algo na televisão e a pessoa quer chamar a atenção do parceiro com seus beijos. Para começar, lembre-se de que nem todos os beijos precisam ser na boca. Segundo o Kama Sutra, outros lugares recomendados para iniciar a "batalha" são: a testa, os olhos, as bochechas, o peito, os seios, a zona abaixo da boca, a cabeça, a nuca e o pescoço junto com a clavícula.

11. Beijo nominal
Quando um dos dois se limita a tocar a boca do outro, depois de beijá-la, com os dedos.

12. Beijo com os cílios
Quando se percorre os lábios ou o rosto do outro e se acariciam os cílios com beijos.

13. Beijo com um dedo
Quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo.

14. Beijo com dois dedos
Quando o amante fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios da amada e faz uma pressão sobre sua boca.

15. Beijo que desperta
O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, quando o outro está dormindo, para despertá-lo com suavidade.

16. Beijo que demonstra

Costumam ser dados à noite e em lugares públicos. Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na mão ou no pescoço.

17. Beijo da lembrança
É dado quando os amantes estão descansando após a satisfação sexual e um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, como se estivesse com sono, beijando-lhe na coxa ou nos dedos do pé.

18. Beijo transferido
Esse beijo ocorre quando o amante, na presença da amada, beija alguém que esteja próximo dele no rosto, ou mesmo alguma foto ou qualquer outra coisa, olhando para ela como se o beijo fosse para a parceira.

19. Beijo choroso
É produzido quando um dos dois sente tanta falta do outro, que na ausência do outro beija seu retrato.

20. Beijo viajante
Ainda que pareça que os beijos sempre costumam se centralizar na boca, colocar os lábios em outras partes do corpo é uma forma de excitação garantida.

21. Beijo no peito
Os beijos mais efetivos nos seios são os que se aplicam primeiro com os lábios, suavemente e com um pouco de saliva. Depois, intensifica-se a pressão e, se a parceira o deseja e gosta desse tipo de beijo, pode-se pegar os seios com os dentes e pressionar ligeiramente. Algumas pessoas preferem sentir um pouco de dor nos seios quando estão prestes a ter um orgasmo.

22. Beijo sem pressa
A chave é prestar total atenção no corpo do outro. Quanto mais controle você tiver e mais se concentrar em acariciar e beijar cada canto do corpo, mais intensa será a sensação de prazer para ambos.

Onde há amor, há dor
Segundo a tradição erótica da Índia, a mordida é um elemento muito importante e o Kama Sutra dá uma boa lista de mordidas com toda riqueza de detalhes.

As mordidas costumam ser dadas em quase todas as partes do corpo e vão desde a mordida brincalhona, mais provocadora que erótica, até o forte apertão com os dentes que costuma ser dado no calor da paixão e faz com que os orgasmos sejam mais duradouros. No entanto, muitos costumam evitar este último tipo de mordida, porque é difícil de controlar e costuma deixar marcas muito evidentes. Também porque durante o orgasmo as mandíbulas podem sofrer um espasmo e fechar com força, o que pode ocasionar feridas.

As mordidas recomendadas pelo Kama Sutra são:

23. Mordida de Javali
O rastro que deixa na pele são como filas indianas, muito próximas umas das outras e com intervalos vermelhos como as pegadas que costumam ser deixadas pelos javalis no barro. É uma mordida que costuma ser feita no ombro.

24. A nuvem quebrada
Consiste em levantamentos desiguais da pele em círculo, produzidos pelos espaços que há entre os dentes. O Kama Sutra especifica que este tipo de mordida deve ser feita no peito.

25. Mordida escondida
É a mordida que só deixa uma intensa marca vermelha e que deve ser dada no lábio inferior.

26. Mordida clássica
Quando se pega com os dentes uma grande quantidade de pele.

27. O ponto
Quando se pega com os dentes uma pequena quantidade de pele de tal maneira que só fique uma marca como um ponto vermelho.

28. A linha dos pontos
Quando essa pequena porção de pele é mordida com todos os dentes e todos eles deixam sua marca. Deve ser dada na testa ou na coxa.

29. O coral e a jóia
É a mordida que resulta da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a jóia.

30. A linha de jóias
Quando se dá uma mordida com todos os dentes.

Ame a si mesmo (Osho)



Ame a Si Mesmo - Para amar é preciso conhecer. Daí que a meditação é primária e o amor, secundário. Como o Sol irradia luz sem foco, a meditação irradia amor sem foco. Amar a si próprio é meditação, é ser autêntico, aceitar-se como é. Isso é oração, é gratidão. O amor começa com o amor próprio, com a aceitação de si, de tudo e de todos. A aceitação cria o ambiente onde o amor desabrocha. Também a confiança começa na auto-confiança, que é independência. Quem é independente, aprende, amadurece e se transforma com as mudanças. O amor é o fenômeno mais mutante da vida: é como uma flor que se abre a cada manhã. Só os independentes podem amar e ser amados.
Diante de um problema o que mais importa é saber exatamente qual é problema e não sua solução.

Uma Nova Dimensão de Amor - O amor é mais verdadeiro e autêntico do que nós.
Todo caso de amor é um novo nascimento. O ego é como a escuridão, mas quando chega a luz do amor, a escuridão se vai. As escolhas devem ser pelo real, pior e doloroso e não pelo confortável, conveniente e burguês. O amor nos tira do ego, do passado e do padrão e por isso parece confusão. Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são. Quando a loucura é consciente, pode-se voltar. Todos os místicos são loucos. O amor é alquimia porque primeiro tira o ego e depois dá o centro. Amar é difícil, mas receber amor é quase impossível, porque a transformação é maior e o ego desaparece. É o anseio pelo divino que impede que qualquer relacionamento satisfaça. As pessoas mais criativas são as mais insatisfeitas porque sabem que muito mais é possível e não está acontecendo.

Amor 1: é orientado a um objeto.

Amor 2: ele transborda, não é orientado por um objeto. É uma amizade
que enriquece a alma.

Amor 3: sujeito e objeto desaparecem: a pessoa é amor.

O que e' o amor ? (Osho)



Amado Mestre, O que é o amor? Por que tenho tanto medo do amor? Por que o amor se parece com uma dor insuportável?

Você pergunta: "O que é o amor?"

É o profundo desejo de ser uno com o todo, o profundo desejo de dissolver o Eu, o Você, em uma unidade. O amor é isso, porque estamos separados da nossa própria origem; devido a essa separação, surge o desejo de voltar para o todo, de se tornar um com o todo.

Se você arrancar uma árvore, ela sentirá um grande desejo de voltar a se enraizar no solo, porque erta era sua verdadeira vida. Agora ela está morrendo. Separada, a árvore não pode existir. Ela tem que existir na terra, com a terra, através da terra. Isso é o amor.

Se ego se tornou uma barreira entre você e sua terra, o todo. O homem está sufocado, ele não consegue respirar, perdeu suas raízes. Ele já é nutrido. O amor é um desejo de nutrição; o amor é um enraizar-se existência.

E o fenômeno se torna mais fácil se você cair no pólo oposto-- é por isso que o homem é atraído para a mulher e a mulher é atraída para o homem. O homem pode encontrar sua terra através da mulher, ele pode voltar a ficar com os pés no chão através da mulher, ele pode votar a ficar com os pes no chão através da mulher, e a mulher pode por os pés no chão através do homem. Eles são complementares. O homem sozinho é metade, numa necessidade desesperada de ser inteiro. A mulher sozinha é metade. Quando essas duas metades se encontram e se misturam e se fundem, pela primeira vez nos sentimentos enraizados com os pés no chão. Uma grande alegria surge no ser.

Não é somente na mulher que você se enraíza; é através da mulher que você se enraíza em Deus. A mulher é simplismente uma porta. O homem e a mulher são portas para Deus. O desejo de amor é o desejo de Deus. Você pode entender isso, ou pode não entender, mas o desejo de amor realmente prova a existência de Deus. Não existe nenhuma outra porta. Porque o homem ama, Deus é. Porque o homem não pode viver sem amor, Deus é.

A ânsia de amar, simplesmente, diz que sozinhos nós sofremos e morremos, juntos nós crescemos, somos nutridos, realizados, preenchidos.



Você pergunta:"O que é o amor? Por que tenho tanto medo do amor?"

É por essa razão também que a pessoa tem medo do amor -- porque no momento em que você entra na mulher você perde seu ego, e a mulher entra no homem e perde seu ego.

Agora isto precisa ser entendido: você pode estar enraizado no todo somente se perder a si mesmo; não há outra maneira. Você é atraído em direção ao todo por estar se sentindo desnutrido, e então quando chega o momento de desaparecer no todo, você começa a sentir muito medo. Um grande medo surgi porque você está perdendo a si mesmo. Você recua. Este é o dilema. Todo o ser humano tem que encarar isso, passar por isso, entender e tranceder isso.

Você precisa entender que ambas as coisas estão surgindo da mesma coisa. Você sente que seria lindo desaparecer -- nenhuma preocupação, nunhuma ansiedade, nenhuma responsabilidade. Você se tornará parte do todo, como as árvores e as estrelas. A simples idéia é fantástica! Ela abre portas, portas misteriosas para dentro de seu ser, ela dá nascimento à poesia. Elá é romantica. Mas quando você realmente mergulha nisso, surge o medo de que: "Eu vou desaparecer, e quem sabe o que vai acontecer depois".

É como um rio alcançando um deserto, ouvindo o sussurrar do deserto... O rio hesita, quer ir além do deserto, quer ir em busca do oceano; sente que existe um desejo e existe um sentimento sutil, uma certeza e uma convicção de que "meu destino é ir além"! Nenhuma razão vísivel poder ser apontada, mas existe uma convicção interior de que "eu não terminarei aqui. Tenho que continuar procurando por algo maior". Alma coisa lá no fundo diz: "Tente, tente energicamente! E tranceda esse deserto".

E então o deserto diz: "Ouça-me: o único jeito é evaporar-se, entregando-se aos ventos. Eles o levarão. Eles o levarão além do deserto". O rio quer ir além do deserto, mas a dúvida é muito natural "Qual é a prova, a garantia de que os ventos permitirão que eu volte a ser um rio? Uma vez que eu tenha desaparecido, não estarei absolutamente controlando a situação. Então qual é a garantia de que eu me tornarei novamente o mesmo rio, com a mesma forma, o mesmo nome, o mesmo corpo? E quem sabe? E como poderia confiar que, uma vez que eu tenha me rendido aos ventos, eles permitirão que eu volte me juntar?" Este é o medo do amor.

Você sabe, está convencido de que sem amor não há felicidade, sem amor não há vida, sem amor você permanece faminto por algo desconhecido, permanece insatisfeito, vazio. Você é oco, nada tem; você é apenas um recipiente sem conteúdo. Você sente o vácuo, o vazio e o tormento disso. E você está convencido de que existem meios capazes de preenchê-lo.

Mas quando você se aproxima do amor surge um grande medo, surge a a dúvida: se você relaxar, se realmente mergulhar nele, será capaz de voltar novamente? Será capaz de proteger sua identidade, sua personalida? Vale a pena correr o risco? E a nos você é subnutrido, mal alimentado, faminto, miserável -- mas pelo menos você é. Desaparecendo em algum amor, quem sabe? Você irá desaparecer, e qual é a garantia de que haverá felicidade, haverá beatitude, haverá Deus?

É o mesmo medo que uma semente experimenta quando começa a morrer no solo. Isso é morte, e a semente é incapaz de conceber que haverá vida surgindo desta morte.

(In Vida, Amor, Riso, Osho, Editora Gente, 1991.)

domingo, 28 de março de 2010

Amor nas coisas de Clarice





"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão."

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente."

"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata."

"Amor é quando é concedido participar um pouco mais.
Amor é a grande desilusão de tudo mais.
Amor é finalmente a pobreza.
Amor é não ter inclusive amor.
É a desilusão do que se pensava que era amor.
Amor não é prêmio por isso não envaidece."

"Amor será dar de presente ao outro a própria solidão? Pois é a última coisa que se pode dar de si."

"Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra amor..."

"Onde aprender a odiar para não morrer de amor?"

"Amor será dar de presente ao outro a própria solidão? Pois é a última coisa que se pode dar de si."

"Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
por amor."



Clarice Lispector

Amor nas coisas de Clarice





Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

sábado, 27 de março de 2010



Não temos nada além do amor.

Não temos antes, princípio nem fim.

A alma grita e geme dentro de nós:

- Louco, é assim o amor.

Colhe-me, colhe-me, colhe-me!

(Rumi)

Urano e Vênus




Quando Urano entra em um aspecto importante com relação a sua Vênus natal...se prepara! Muita novidade no pedaço! E muito aprendizado de Amor incondicional. Toda a sua visão de relacionamentos pode mudar. Tudo o que você acreditava com relações a valores aprendidos de seu pai, mãe e sociedade podem mudar radicalmente. VocÊ pode aprender agora a ser livre de condicionamentos nas suas relações afetivas. É a sua grande chance. Presente do Cosmos.

Vênus em conjunção Urano

Urano em conjunção com Vênus a abre para o diferente, a criatividade, a constante mudança e renovação. A pessoa com este aspecto terá que investir na identificação das crenças limitadoras ao amor e o tesão que herdou do sistema familiar e cultural, e levar muito a sério o estudo da sua energia sexual. Quando uma pessoa Vênus-Urano vive em um ambiente conservador e medroso diante sexo e afeto pode sofrer muito por se sentir pecadora, e bloquear, esconder ou reprimir a sua verdadeira natureza sexual e estilo de relacionamento venusiano.

Vênus em conjunção com Urano sugere:

valorizar (Vênus) aquilo que é diferente, estimulante, excêntrico, genial, original, moderno, fora do convencional, maluco, progressista, revolucionário, criativo, auto-gestivo, sustentável, transformador (Urano).
forma original e diferente de se relacionar, amar, viver o sexo. Urano impele a Vênus a amar com verdade, originalidade, generosidade, diferença; sem pose, ciúmes, controle. Urano liga as pessoas de forma agradável (Vênus). Urano liga energeticamente as pessoas e faz a Vênus ter uma sensibilidade especial as pessoas em geral. Quando a pessoa não é atenta a arte do relacionamento, não se conhece pode desenvolver uma forma de amar rebelde, instável, promíscua, que provoque impacto negativo no meio familiar ou social em que vive.
idealismo amoroso, intelectualização dos afetos, romantismo original.
magnetismo pessoal diferenciado. Vênus-Urano sugere forte magnetismo amoroso, deixando-se conduzir pelos instintos e desejos; inconvencionalismo, e atração por pessoas diferentes. É comum encontrar no mapa de homossexuais e pessoas que escolhem como parceiros pessoas muito diferentes: de outra raça, país, ou diferença grande de idade.
intuição, telepatia.
tendências filantrópicas,
manifestações repentinas de amor e gozo. A troca de energia a que Urano abre a Vênus não necessariamente tem que ser canalizada através do sexo. Assim a pessoa com Vênus - Urano deverá aprender a lidar com a sua energia pessoal e tesão. Esta energia Vênus - Urano pode ser canalizada através da dança, esportes, ou o com o domínio pessoal da ascensão da Kundalini.
amizades diferentes, simpatia. Seu modo de expressar afeto e se relacionar (Vênus) será colorido pelas qualidades uranianas da fraternidade, companheirismo e a amizade (Urano). A pessoa pode gostar e atrair pessoas (Vênus) que lhe ajudem a mudar, a se transformar, e que facilitem informação, contatos, novidades, surpresas, originalidade, o diferente, articulação, progresso e liberdade (Urano).
prazeres intelectuais.
criatividade, sentido de ritmo.

Fonte:

Astrothon

http://www.astrothon.com/Aspectos/SubAspectos1266094986It004#Vênus_natal_em_conjunção_com_Ura

Urano!




Urano em trânsito em aspectos com planetas natais

Quando Urano em trânsito pelo mapa natal se liga a um planeta natal por um aspecto maior, na hora a pessoa começará a sentir a energia de Urano incitando a mudanças e novas atitudes. Urano ativará a promessa do planeta natal e ativará todos os planetas a ele ligados por aspectos maiores. Enquanto se mantiver o aspecto, a cada momento que seja ativada a função do planeta natal, ai estará Urano agindo segundo o significado astrológico do ângulo que os une. Sem lugar a dúvidas, a marca de Urano se manifestará na forma que a pessoa expressa o planeta natal que estiver ligado a Urano.

O planeta ou ponto ligado a Urano será submetido a intensidade de sua força que promove mudança, transformação e o gosto pelo diferente. A energia de Urano é muito masculina assim o planeta ganhará em expressividade e força.

Mas em um primeiro momento o incitar a mudança e a transformação de Urano pode gerar inquietude e medo. "O medo à transformação é como o medo à morte. É uma morte, porque o velho terá que ir-se e nascerá o novo. Você já não estará; nascerá de ti algo totalmente desconhecido. A não ser que esteja disposto a morrer, seu interesse pela transformação é falso, porque só os que estejam dispostos a morrer voltarão a nascer. O novo não pode voltar uma continuidade com o velho. O velho deve ser interrompido. O velho deve irse. Só então pode surgir o novo. O novo não é algo que cresce do velho, o novo não é contínuo com isso, o novo é totalmente novo, e só chega quando morre o velho. Há um espaço entre o velho e o novo; esse espaço te dá medo. Tem medo. Quer ser transformado, mas simultaneamente quer seguir sendo o de antes. Este é o engano. Quer crescer, mas quer seguir sendo você. Então o crescimento é impossível; então só pode enganar; então pode seguir pensando e sonhando que está acontecendo algo, mas não acontecerá nada porque não se entendeu a questão básica (Osho)".

Os aspectos com Urano em trânsito exigem estudo e atenção especial para poder conduzir com previdência a sua força a favor da pessoa. Muitas vezes um aspecto especial com Urano exige conhecimentos e informações especiais e o desenvolvimento de habilidades que permitam canalizar com harmonia sua energia contundente. Quando não se está pronto pode se sentir o trânsito de Urano como violento, perturbador, quando se está pronto a energia de Urano pode ser usada como renovação, up grade, aprimoramento.

Os aspectos com Urano em trânsito exigem estudo e atenção especial para poder conduzir com previdência a sua força a favor da pessoa. Muitas vezes um aspecto especial com Urano exige conhecimentos e informações especiais e o desenvolvimento de habilidades que permitam canalizar com harmonia sua energia contundente.

Quando vai pegar um planeta natal, primeiro ativa o planeta (e sua situação no mapa) e depois as casas que ele rege e os planetas que estão ligados a ele por aspectos maiores.

Urano promove novos empreendimentos, tecnologia de ponta, novas idéias. A pessoa pode se ligar na Astrologia em angulações especiais com Urano.

Os aspectos com Urano em trânsito se mantém durante 4 anos, dois antes e dois depois do aspecto exato. Pode acontecer de Urano passar três vezes seguidas por um mesmo aspecto, quando o planeta se encontra no setor em que Urano entra em movimento retrógrado.

Urano em trânsito pela casa VII

Urano em trânsito pela casa VII, sugere:

pessoa com idéias diferentes sobre casamento e parceria. Neste período seu casamento e parcerias se destacaram por algo diferente e particular.
vontade de ficar amigo de seu parceiro.
vontade de experimentar liberdade, independência no casamento.
vontade de casamento ou parceria com pessoa diferente, aquariana, uraniana.
vontade de experimentar novas formas e contratos de relacionamento, casamento e parceria.
querer aparentar ser extravagante e aparecer mais que um pavão, era esse mesmo o impacto que queria provocar, depois quem a acompanha se acostuma com sua diferença. Ele é seguro de si e com forte personalidade.
gostar de conviver com parceiros que a desafiem. Vontade de ter opinião, informação e conhecimento para encarar a qualquer pessoa de igual para igual. Dificuldade de fazer o papel de submissa, se fará respeitar e ser considerada, preservará sua independência e fará valer suas idéias e pontos de vista.
gosto por conhecer pessoas diferentes e poderá se dispor a um relacionamento de amizade entusiasmada. Mas dificilmente se entrega a uma relação mais íntima sem antes ser conquistada. Ela se resguarda e sabe esperar por seu par. Mas quando rola o frisson profundo é difícil ela não abrir, ainda que depois possa fechar.
gosto de cultivar a amizade com seus relacionamentos pessoais. Para ela é mais importante cultivar a amizade e compartilhar ideais do que ser atolondrado pela paixão ou pelo prazer desmedido. Pode aparentar ser fria e indiferente enquanto ela não decidir realmente se entregar.
a pessoa ficar mais resistente, muito seletiva e exigente para se entregar a um relacionamento que antes não passe pela amizade. Você terá que passar por uma seleção apurada para merecer o se amor e sua amizade. Ela enquanto está num relacionamento é fiel e exige fidelidade. Ela sabe que um dia o fogo da paixão só aparece com os caprichos do vento, mas ainda assim o relacionamento amigo é um tesouro que aprecia. No casamento, o respeito pela liberdade mútua pode ser uma forma de preservar a união dos parceiros.
acordar para os princípios de igualdade, autogestão e o respeito mútuo formam a base das ligações duradouras.
encontros românticos em circunstâncias exóticas e o relacionamento tem tendência para funcionar melhor quando circunstâncias exteriores determinem separações freqüentes. É sempre aconselhável a existência de um elemento de imprevisibilidade, novidade, transformação, renovação, movimento.
ficar elétrico, inusitado, independente e original. A qualidade da comunicação e a troca intelectual é importante.
ver o relacionamento como uma força para realizar seus objetivos sociais. Gostar de parceria não convencional, que surpreenda, que seja independente e sobre todo amiga. É atraída por pessoas de outros países, estrato social, diferença física ou de personalidade.
gostar de liberdade, criatividade e transformação. A relação será o campo onde ela experimenta formas novas de ser. Liberdade não quer dizer para ela libertinagem. A mulher de Aquário exige confiança suficiente para poder se viver com liberdade e independência.
gostar de autogestão e independência. Repudiar melodramas e sentimentalismos.
no sexo, ser exigente, adorar experimentar novidades, técnicas, e ser cheia dos rituais. O sexo e o amor são vistos dentro de contextos intelectuais, espirituais e energéticos. Pode passar períodos sem necessidade de sexo freqüente.
em geral, terão novos conceitos de justiça e tentarão modificar e modernizar os códigos legais existentes.
vontade de se associar a organizações não governamentais e oficiais, que tratem de temas como Astrologia, tecnologia, terapias alternativas ou temas bem excêntricos como extraterrestres, invenções, etc.

Se Urano se encontrar tenso ou mal assimilado, sugere:

pode não ter sucesso no casamento ou em sociedades, e ser irresponsáveis em relacionamentos que exijam responsabilidade mútua.
separação inesperada, inusitada. Está tudo bem e de repente está tudo mal. Instabilidade no relacionamento.
atração por uniões não convencionais ou com pessoas não convencionais: homosexualismo, união com pessoa de outra raça, triangulação, amor livre.

Fonte:

http://www.astrothon.com/

Kundalini e sexo




KUNDALINI

A energia da felicidade latente dentro da espinha dorsal, até ser ativada pelas práticas tântricas. Geralmente ela é representada como uma serpente encolhida que se move ao longo da coluna. A energia da kundalini poderá ser ativada através de exercícios tântricos e energia sexual.

Essa é uma energia que deve ser ativada com conhecimento e orientação, levando sempre em consideração o limite de cada ser. A energia nuca morre, ela se transforma.

SEXUALIDADE, ENERGIA E RELACIONAMENTOS

A relação entre homens e mulheres tem desconcertado e confundido filósofos, cientistas e pensadores ao longo dos tempos. A sexualidade é uma “doença” que abarca as páginas da história de todas as sociedades. É um ritual que tem absorvido as atividades humanas através das eras e que ainda constitui um dilema para as culturas atuais.

Diante de algo que existe há tanto tempo e que faz parte da vida de toda criatura ao longo da história, poderíamos pensar que a raça humana já fosse especialista no tema da sexualidade. Entretanto, ainda hoje, os relacionamentos sexuais continuam ofuscando e confundindo profundamente o espírito das pessoas.

Por um lado, criam paixão e amor, acendem o romance e o prazer, despertam as chamas do desejo que tornam a vida digna de ser vivida, mas, por outro lado, a sexualidade é também uma fonte de destruição e negatividade, a causa de infinitos problemas na sociedade. Os taoistas não vêem o sexo ou a energia sexual como uma questão moral. Para eles é mais uma questão de saúde. Assim que você começar a entender sua energia, como ela é e para que realmente existe, você terá uma compreensão bem mais saudável de como trabalhar com ela e como interagir com as pessoas ao seu redor, especialmente com o sexo oposto.

A energia sexual é o alimento para a totalidade do nosso ser: o corpo, a mente e o espírito. Os exercícios para a energia sexual desenvolvidos nos ensinamentos taoistas são muito mais sofisticados e focados do que no Ocidente. Esses exercícios taoistas vão diretamente à fonte de nossa sexualidade, cultuando-a de maneira a trazer energia e força sexual para quem os utiliza apropriadamente.

A saúde sexual depende intrinsecamente da energia sexual, é a energia mais potente que existe, pois é uma energia criativa, a energia criativa é a pura energia da vida, a sexualidade se manifesta o tempo todo no universo, desde a natureza, plantas, flores, animais e nós humanos, ela flui no universo o tempo todo, ela é um dom que recebemos e que tem que ser utilizada, a natureza deu e a natureza cobra, a pessoa que não sente atração sexual é uma pessoa que tende a adoecer, por causa dos bloqueios energéticos. Sobre a energia sexual se envolve vários assuntos, um deles é a energia da Kundalini.

Fonte:

http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/tradicionais/acupuntura/132-kundalini

Os Chacras




Chakras são centros energéticos que trabalham em sintonia entre si e com todo nosso corpo físico e psíquico, estando inter-relacionados com os sistemas parassimpático, simpático e sistema nervoso autônomo

Sua função é vitalizar, equilibrar e interagir com o corpo físico e psíquico, trazendo o desenvolvimento da nossa consciência.
Chakra é um termo sânscrito que quer dizer roda, círculo em movimento.
São vórtices por onde flui nossa energia vital.

Veja abaixo os sete chakras principais, suas funções, cores e localização..




1o. Muladhara Chakra – ( Chakra básico)
Este é o chakra que nos conecta às energias de terra, que nos enraíza.
É a sede da Kundalini.
Localização: entre o ânus e os genitais, base da coluna vertebral.
Propósitos - sentimentos sinestésicos, movimento
Lição espiritual - Interagir com o mundo material

Em desequilíbrio: irritação, raiva, medo de viver, apego excessivo,depressão, dor nas costas, ciática, varizes, tumores retais, desordens relacionadas ao sistema imunológico.

Em equilíbrio- confiança na vida, segurança pessoal, satisfação, estabilidade, força e coragem interior , auto-estima.

Informações armazenadas no chakra - convicções familiares, superstições, lealdade, instintos, prazer físico, dor, toque.




2o. Svadhisthana Chakra – (Sacro) Este é o chakra do centro do desejo sexual e potência procriativa.
Localização: quatro dedos abaixo do umbigo
Propósitos - conexão emocional,criatividade,energia sexual.
Lição espiritual - manifestação, aprender a "deixar fluir"

Em desequilíbrio: - Ciúme,possessividade, instintos reprimidos, tensão tristeza , dores lombares, ciática, problemas ginecológicos, dor pélvica, libido, problemas urinários,

Em equilíbrio: Fluidez natural da vida em todos os sentidos:corpo,alma,mente, entusiasmo, ações produtivas, franqueza, naturalidade

Informações armazenadas no chakra sacro - dualidade, magnetismo, controlando padrões, sentimentos emocionais (alegria, raiva, medo)




3o. Manipura Chakra - (Plexo solar) Este é o chakra do centro do poder pessoal.
Localização: acima do umbigo.
Propósitos - Entendimento emocional
Lição espiritual - aceitação de seu lugar no fluxo de vida. (amor-próprio)

Em desequilíbrio: Tendência a moldar tudo sob seu ponto de vista, egoísmo, inquietação, insatisfação, descontrole, nervosismo, ansiedade, falta de concentração, medo de novas experiências, medo de rejeição, úlceras de estômago, tumores intestinais, diabete, pancreatite, indigestão, anorexia/bulimia, hepatite, cirrose, desequilíbrios ad-renais, artrite, doenças de cólon.

Em equilíbrio: auto-estima, sensação de paz e harmonia, aceitação da vida e do próprio crescimento, auto-confiança, valorização das riquezas interiores e exteriores.

Informações armazenadas no chakra do plexo solar - poder pessoal, personalidade, consciência do próprio ser dentro do universo (senso de pertencer).




4o. Anahata Chakra – ( Chakra do coração)
Este chakra é o centro da essência divina, do amor universal, que equilibra os 3 primeiros com os 3 últimos.
Localização: no centro do peito
Propósitos - abnegação, amor universal , perdão e paz.

Lição espiritual - perdão, amor incondicional, deixar fluir, confiança, compaixão.

Em desequilíbrio: doação excessiva de si, desespero, ódio, inveja, medo, ciúme, raiva, depressão, angustia, indiferença e brutalidade, frieza,asma, pulmão, câncer de seio, espinha torácica, pneumonia.

Em equilíbrio: , Amor, compaixão, confiança, inspiração, esperança, generosidade, solicitude, calma, alegria, equilíbrio.

Informações armazenadas no chakra do coração - conexões com aqueles que amamos, amor incondicional.



5o. Vishuddha Chakra – ( Chakra laríngeo
) Este chakra é a fonte da expressão e comunicação criativa.
Localização: na garganta na região do pescoço

Propósitos - aprender a assumir responsabilidade pelas suas próprias necessidades, ressonância do ser, comunicação e expressão.

Lição espiritual - aprender a render-se à vontade divina, fé, verdade sobre a decepção.

Em desequilíbrio: Dificuldade em : mostra-se, expressar-se, tomar decisões. Insegurança, crítica, timidez, medo da opinião alheia, falta de autoridade, dor de garganta, aftas, escoliose, glândulas inchadas, deficiências da tiróide, laringites, problemas de voz, problemas de dente ou gengiva.

Em equilíbrio: Livre expressão de pensamentos, conhecimentos e sentimentos; criatividade na comunicação, voz potente e clara, eloqüência, capacidade de ouvir com atenção e com o coração honestidade interior, fé, vontade, sensação de total integridade

Informações armazenadas no chakra da garganta - auto-conhecimento, verdade, atitudes, audição, gosto, cheiro.



6o. Ajna Chakra – ( Terceiro olho) Este chakra é o centro dos poderes psíquicos.
Localização: no meio da testa, entre as sobrancelhas.
Propósito - intuição e autoconhecimento
Lição espiritual - entendimento, não identificação, mente aberta,

Em desequilíbrio: Rigidez mental, racionalidade excessiva, vaidade em relação a própria inteligência, medo da verdade, confusão, fixação em determinadas idéias, tumores cerebrais, cegueira, surdez, ataques apoplécticos, problemas na espinha, pânico, depressão.

Em equilíbrio: Agilidade mental, visualização desenvolvida, transcendência, abertura da intuição e visão interior, discernimento, inteligência emocional, conceito de realidade, capacidade de ver além das formas físicas.

Informações armazenaram no chakra do terceiro olho - ver o quadro claro (simbólico ou literal), sabedoria, intuição, intelecto.


7o. Sahasrara Chakra – (Chakra da coroa) Este é o chakra que nos conecta com a energia divina.
Localização: no topo da cabeça.

Propósitos - sabedoria intuitiva, conexão para a espiritualidade, integração com o todo.
Lição espiritual - espiritualidade, viver o momento.

Em desequilíbrio: depressão espiritual, falta de propósito, perda da identidade, medo de estar só, sentimento de separação do próprio "eu" transmitindo bloqueio aos demais chakras, doenças musculares, problemas no sistema ósseo e pele, esgotamento crônico não associado com doenças físicas, sensibilidade a luz, som, ambiente.

Em equilíbrio: descoberta do divino, facilidade para acessar diretamente o conhecimento superior a partir da conexão com o "eu universal", confiança, abnegação, humanitarismo, habilidade para ver o todo no fluxo de vida, devoção, inspiração, valores, éticas.Irradiação da vida com total plenitude e pureza.
Informações armazenadas no chakra da coroa - Integração e conceito do todo.

Fonte:

http://www.neotantra.com/chakras.asp

Músicas para namorar




Chet Baker

http://www.youtube.com/watch?v=-o8Be7KG2r4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=jvXywhJpOKs&feature=related

Novelle Vague

http://www.youtube.com/watch?v=cSX_3rL7THo&feature=fvw

Madeleine peyroux

http://www.youtube.com/watch?v=lMVdHih-G_A

Mathieu Chedid

http://www.youtube.com/watch?v=nVAVKKvL4uM

Cowboy Junkies

http://www.youtube.com/watch?v=BHRFZFmEq9o

Bjork

http://www.youtube.com/watch?v=xjYKbIk5MKM&feature=related

O Amor




Caetano Veloso ( Baseado no poema de Maiakovski)



Talvez quem sabe um dia Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita Ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estelar das noites inumeráveis
Ressuscita-me ainda que mais não seja
Porque sou poeta E ansiava o futuro
Ressuscita-me Lutando contra as misérias do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida para que não mais existam amores servis
Ressuscita-me para que ninguém mais tenha de sacrificar-se
por uma casa, um buraco
Ressuscita-me Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos o Universo
E a mãe
Seja no mínimo a Terra
A Terra
A Terra

sexta-feira, 26 de março de 2010





O que é Tantra?


Osho

"O verdadeiro Tantra não é uma técnica, mas o amor.
Não é uma técnica, mas um estado de prece.
Não é orientado pela cabeça, mas um relaxamento
no coração. Por favor, lembre-se disso.

Muitos livros foram escritos sobre o Tantra, e todos eles falam
de técnicas, mas o verdadeiro Tantra nada tem a ver com técnicas. O verdadeiro Tantra não pode ser escrito;
ele precisa ser percebido, sentido, sorvido."

"Tantra é basicamente sexologia espiritual ... porque a mente do homem é pervertida em todo o mundo pelas religiões, ensino e repressão do sexo. Tantra é a única ciência que ensina você a expressão do sexo - não como indulgência, mas como uma disciplina espiritual . Essa é uma transformação de um fenômeno biológico em espiritualidade ".

ocê deve rever a sua vida, especialmente o capítulo sobre sexo, desde o ABC.

O sexo não deve ser apenas um instrumento de prazer, deve ser também um meio de crescimento espiritual. Sexo é um processo Yoguico. Eu acho que o nascimento de Cristo, Mahavira ou Buda foi acidental; cada nascimento foi o fruto da mais completa união de duas pessoas. Quão mais profunda a união, mais evoluída a criança; quão mais superficial o encontro, menos desenvolvida.

Mas hoje, o calibre da humanidade está afundando mais e mais. Algumas pessoas culpam a deterioração dos padrões morais, enquanto outras atribuem isto aos efeitos da Kaliyuga, a predestinada era do caos, mas todas essas hipóteses são falsas e sem valor. A deterioração do homem é devida apenas à loucura da nossa atitude sexual, tanto na teoria como na prática.

O sexo perdeu a sua origem sacra. O original senso de reverência que o homem tinha pelo sexo foi ofuscado e se degenerou num pesadelo mecânico, transformando-o em uma sutil violência, no sentido exato da palavra. O sexo não é mais uma experiência amorosa, não é mais um veículo para o sagrado e nem é mais um ato meditativo. E por causa disto, a humanidade está continuamente caindo num abismo.

O resultado de qualquer coisa que fazemos depende da atitude mental com que a fazemos. Se um escultor bêbado está fazendo uma estátua, você espera que ele crie uma bela obra de arte? Se uma bailarina está dançando, você espera uma apresentação brilhante se ela estiver perturbada, raivosa ou cheia de tristeza? De maneira similar, a nossa abordagem sexual tem estado errada.
O sexo é o aspecto mais negligenciado das nossas vidas. Não é um tremendo erro que o fenômeno do qual depende a procriação da vida, do qual dependem as crianças, e as novas almas entrando neste mundo, seja o mais negligenciado? Você provavelmente não está consciente de que o orgasmo no ato amoroso cria uma situação na qual a alma desce, e uma nova vida é concebida. Você apenas cria a situação; quando as condições necessárias e apropriadas para uma alma em particular forem preenchidas, ela nasce. A qualidade da alma tem uma relação direta com as circunstâncias. Uma criança concebida em raiva, culpa ou ansiedade está aflita desde o nascimento.

A qualidade das nossas crianças pode ser melhorada, mas para conceber uma alma mais elevada as condições da concepção devem ser também de qualidade mais elevada. Só então almas superiores podem nascer e o nível da humanidade pode ser finalmente elevado. É por isso que eu digo que quando o homem tomar conhecimento da ciência sexual, da arte sexual, quando ele for capaz de passar este conhecimento tanto aos jovens como aos velhos, nós seremos capazes de proporcionar as circunstâncias que darão à luz o que Aurobindo e Nietzsche chamaram Super-Homem. Essa futura humanidade pode nascer e esse mundo pode ser criado, mas até lá não pode haver nenhum progresso; não pode haver paz no mundo; as guerras não podem ser evitadas, o ódio não pode ser abolido, a imoralidade não pode ser curada, o mal não pode ser erradicado, a exploração e as perversões sexuais não podem ser desenraizadas e a escuridão atual não pode ser dispensada.

Mesmo se colocarmos toda a nossa tecnologia moderna e inovações para trabalhar, mesmo que os políticos, sociólogos, líderes religiosos façam o melhor que possam, não cessarão as guerras, não se aliviarão as tensões, e a violência e o ciúme não desaparecerão. Nos últimos dez mil anos, os apóstolos, os messias e os líderes pregaram contra a guerra, a violência e a raiva, mas ninguém ouviu. Todos os apóstolos da humanidade, no passado e no presente, não tiveram sucesso. Eles fracassaram.

De Bertrand Russel a Vinoba, todos clamaram pela paz, e ainda assim nos preparamos para uma terceira grande guerra, que fará com que as anteriores pareçam brincadeira de criança.

Este é o resultado dos ensinamentos morais e religiosos da humanidade, mas a razão repousa em algum outro lugar e precisamos lidar urgentemente. Isto porque, até que tenhamos sucesso em trazer harmonia ao ato sexual, em trazer uma sintaxe espiritual ao sexo, em chegar a respeitar o sexo como a entrada para o samadhi, uma humanidade melhor não poderá vir a existir.

Um novo homem deve nascer. A alma do homem está ansiosa para subir às alturas, para alcançar o céu, para ser iluminada como a lua e as estrelas, para florescer como as flores, para fazer música, para dançar. A alma do homem está angustiada; sua alma está sedenta. Mas o homem está cego, ele viaja em círculos num circulo vicioso: é incapaz de romper com isso, é incapaz de elevar-se acima disso. Qual é a causa? Existe uma causa e apenas uma: o seu método atual de procriação é absurdo, está cheio de loucura. Está assim porque não fomos capazes de fazer do sexo uma porta para o samadhi. Um ato sexual iluminado pode abrir o portão para o samadhi.

O homem está desesperado; o homem é um escravo do sexo, e esse desespero deve ser descartado. Nós queremos conhecimento, não ignorância. Conhecimento por si só é poder, e conhecimento do sexo é um poder ainda maior. É perigoso continuar a viver em ignorância sobre o sexo.

Se uma semente não cresce numa planta, nós raciocinamos que o solo talvez não tenha sido adequado, que a semente pode não ter tido água suficiente ou que ela não tenha recebido suficiente luz solar, não culpamos a semente. Mas, se flores não florescem na vida de um homem, dizemos que ele próprio é responsável por isso. Ninguém pensa na pobreza do adubo, na falta da água ou na falta da luz solar e nada se faz a respeito: o próprio homem é acusado de ser mau. E assim a planta do homem tem permanecido subdesenvolvida, tem sido reprimida por falta de amor e tem sido incapaz de atingir seu estágio de florescimento.

A natureza é harmonia num ritmo profundo, mas a artificialidade que o homem tem imposto sobre a natureza, a maneira como tem interferido nela e as invenções mecânicas que tem lançado na corrente da vida criaram obstruções em muitos locais, interromperam o fluxo. E o próprio rio da vida é acusado. "O homem é mau; a semente está envenenada", dizem eles.

Eu quero deixar claro para vocês que as obstruções básicas são criadas pelo próprio homem, de outra forma o rio do amor fluiria livremente e atingiria o oceano de Deus. O amor é inerente ao homem. Se as obstruções forem removidas com consciência, o amor pode fluir. Então o amor pode elevar-se e tocar a Deus, tocar o Supremo.

Quais são esses obstáculos criados pelo homem? Em primeiro lugar, a mais óbvia obstrução tem sido a oposição ao sexo e a crítica à paixão. Essa barreira tem destruído a possibilidade de nascimento do amor no homem.

A verdade pura é que o sexo é o ponto inicial do amor. Sexo é o começo da jornada ao amor. A origem, o Gangotri do Ganges de amor é sexo, paixão. E todo mundo se comporta como se ele fosse um inimigo. Toda cultura, toda religião, todo Guru, todo vidente tem atacado esse Gangotri, essa fonte. E o rio têm permanecido engarrafado, as pessoas têm sempre proclamado: "sexo é pecado; sexo é irreligioso; sexo é veneno". Mas parece que nunca entendemos que na verdade é a própria energia sexual que progride para alcançar o oceano interior de amor. O amor é a transformação da energia sexual. O florescimento do amor vem da semente do sexo.

Nunca ocorreria a vocês que quando o carvão se transforma se torna diamante? Apenas a energia do sexo pode florescer no amor. Mas todos, incluindo os grandes pensadores da humanidade, são contra ele. Essa oposição não permitirá que a semente brote, e o palácio do amor está destruído na sua fundação. A inimizade para com o sexo destruiu a possibilidade do amor.

devido a esse erro conceitual e básico, ninguém sente a necessidade de passar pelo processo de transformá-lo. Como podemos transformar alguém que é nosso inimigo, alguém a quem nos opomos, com quem estamos em guerra contínua? Tem sido forçada uma discussão entre o homem e a sua energia, em oposição às suas necessidades sexuais.

"A mente está envenenada, então lute contra ela", é dito ao homem. A mente existe no homem, o sexo também existe nele e, apesar disso, espera-se que ele esteja livre de conflitos interiores. Espera-se dele uma existência harmoniosa, ele tem que lutar e pacificar. Esses são os ensinamentos de seus líderes. Por um lado, eles o deixam louco, e pelo outro abrem hospícios para tratá-lo. Eles espalham os germes da doença e então constroem hospitais para curar o doente.

Devido a essa inimizade com o sexo, oposição e repressão, o homem está definhando interiormente. Ele não pode nunca livrar-se de algo que está na própria raiz de sua vida e por causa desse conflito interior, constante, todo o seu ser tornou-se neurótico. Ele está doente. Essa sexualidade pervertida que está tão evidente na humanidade é devida aos seus assim chamados líderes e santos; eles são culpados por isso. Até que o homem se livre de tais professores, moralistas, líderes religiosos e de seus falsos sermões, é nula a possibilidade do surgimento do amor.

A religião e a cultura despejam, venenos contra o sexo na mente humana. Elas criam conflito, guerra;engajam o homem numa batalha contra sua própria energia primária, e assim o homem tornou-se fraco, bruto, vazio de amor e cheio de vazio. O sexo tem que se tornar um amigo, não um inimigo. O sexo deve ser elevado às mais puras alturas.



O sexo tem quatro estágios que devem ser entendidos. É perigoso não entender esses quatro estágios e toda a tradição tem mantido o homem inconsciente desses quatro estágios.


O primeiro estágio é auto-sexual.
Quando uma criança nasce, é narcisista. Ama tremendamente o seu corpo e isso é belo: ela conhece apenas o seu corpo. Apenas chupando seu próprio polegar, surge a euforia em sua face; apenas brincando com o seu próprio corpo, tentando colocar o dedão do pé na boca um circulo é criado e a energia começa a mover-se em círculo. A luz circula naturalmente na criança e a alegra, pois quando a luz circula existe grande alegria interior.

A criança brinca com seus próprios órgãos sexuais sem saber que eles são órgãos sexuais. Ela ainda não foi ainda assim condicionada: Ela conhece seu próprio corpo como um todo. Certamente, os órgãos sexuais são a parte mais sensível do corpo. Ela se diverte tremendamente em tocá-los, brincando com eles...

E é aqui que a sociedade, a sociedade envenenadora, entra na psique da criança: "Não toque!" "Não", é a primeira palavra suja, obscena. E a partir dessa palavra obscena, muitas outras surgem: não pode, não faça, todas essas são palavras obscenas; uma vez que seja dito à criança: "Não!", e os pais zangados, a mãe ou o pai, e aquele olhar, as mãos da criança são retiradas dos seus órgãos genitais, que são naturalmente muito prazerosos. Ela realmente sente prazer e não está sendo sexual, nem nada. Estas são apenas as partes mais sensíveis e mais vivas do seu corpo, isto é tudo.
Mas as nossas mentes condicionadas - ela está tocando um órgão sexual, isto é ruim, nós retiramos as mãos dela. Nós criamos culpa na criança.Começamos a destruir sua sexualidade natural, a envenenar a fonte original do prazer do seu ser. Estamos criando hipocrisia nela; ela será uma diplomata. Quando os pais estiverem presentes, não brincará com seus órgãos sexuais. A primeira mentira surgiu; ela não pode ser verdadeira. Agora sabe que, se for verdadeira com ela mesma, se respeitar a si própria, se respeitar o seu próprio prazer, se respeitar seu próprio instinto, os pais ficarão zangados. Ela está desprotegida, depende deles e sua sobrevivência está com eles. Se eles a renunciarem, ela estará morta; então a questão é que se ela quer viver, deve estar contra ela mesma, e assim tem que ceder. O resultado natural desta estupidez que tem sido perpetuamente praticada na humanidade é que a criança não é mais um ser natural, a hipocrisia entrou. Ela tem que esconder alguma coisa dos pais ou tem que sentir-se culpada.
Este é o estado auto-sexual: muitas pessoas permanecem estagnadas aí. É por isso que persiste tanta masturbação em todo o mundo. É um estado natural, que passaria por si próprio - é uma fase de crescimento e se os pais não perturbarem essa fase de crescimento da energia.
A criança torna-se estagnada: quer brincar com seus órgãos sexuais e não pode. Após longo tempo de repressão, ela é possuída pela energia sexual, e uma vez que ela tenha começado a masturbação, isto pode tornar-se um hábito, um hábito mecânico; e então ela nunca se moverá para o segundo estágio. E os responsáveis são os pais, o padre, os políticos, toda a mente social que existiu até agora.
Esse homem pode permanecer estagnado nesse estágio, o que é muita infantilidade. Nunca atingirá o completo crescimento da sexualidade e nunca chegará a conhecer a alegria que pode advir apenas a um ser sexualmente maduro. E a ironia é que estas mesmas pessoas condenam a masturbação, fazendo declarações muito perigosas: elas têm dito às pessoas que se masturbarem que ficarão cegas, tornar-se-ão zumbis, e nunca serão inteligentes, permanecendo estúpidas.

Agora existe uma concordância absoluta, não existem duas opiniões sobre isso; todos os pesquisadores da psicologia concordam que a masturbação não prejudica ninguém, é uma descarga natural da energia. Mas essa idéia de que vocês ficarão cegos podem torná-la perigosa para os seus olhos, porque vocês sempre pensarão que ficarão cegos. Tantas pessoas usando óculos e a razão pode não estar nos olhos; a razão pode estar apenas em algum outro lugar. tantos milhões de pessoas são estúpidas, pois nenhuma criança nasce estúpida, todas as crianças nascem inteligentes. A razão pode estar em algum outro lugar: Nessas técnicas. Vocês permanecerão doentes, perderão a autoconfiança. Tantas pessoas são medrosas, tremendo continuamente, sem nenhuma confiança, nenhuma autoconfiança, estão continuamente amedrontadas, porque sabem o que têm feito.

Milhares de cartas chegam até mim: "Nós estamos presos nessa armadilha; como podemos sair dela?"
Deixe-me repetir: Masturbação nunca prejudicou ninguém. O momento em que uma pessoa se masturba é um momento muito sensível e delicado; todo o seu ser está aberto e fluindo. Se nesse momento ele se auto-sugestionar: "E se eu ficar maluco? E se eu ficar cego? E se eu permanecer estúpido?" fará com que essas constantes sugestões auto-hipnóticas sejam a causa de mil e uma doenças, de mil e um problemas psicológicos e perversões.
Quem é responsável por isto?
As pessoas que vêm até mim chegam com todas essas perversões. Muitas são ajudadas e crescem além disto. Mas a sociedade pensa que estou ensinando perversões às pessoas. "Vocês vivem numa sociedade pervertida!"
Se à criança for permitida a fase natural da auto-sexualidade, ela passa por si própria à segunda fase, a homossexual, o que acontece com poucas pessoas; a maioria permanece na primeira fase. Mesmo fazendo amor com homem ou com mulher as pessoas não estão fazendo nada mais do que apenas masturbação mútua, porque muito poucas atingem estados orgásticos, e chegam aos vislumbres que estão fadados a existir se sua sexualidade estiver madura. Muito poucas pessoas chegam a conhecer a Deus através do ato sexual, que é um fenômeno natural. No ato sexual, a meditação acontece naturalmente.
Mas ela não acontece, e a razão é que milhões, a maioria, está estagnada no primeiro estágio. Mesmo que elas tenham se casado e tido filhos, seu ato sexual é nada mais que uma masturbação mútua. Não é realmente fazer amor.
Fazer amor é uma arte; necessita grande sensibilidade, grande consciência, qualidade meditativa, maturidade.


A segunda fase é homossexual.
Poucas pessoas passam para a segunda fase; é uma fase natural. A criança ama seu corpo. Se a criança for um menino, ele ama o corpo de um menino, seu corpo. Saltar para um corpo de menina seria um passo grande demais. Naturalmente, primeiro ele passa a amar outros meninos; ou se a criança for uma menina, o primeiro instinto natural é amar outras meninas porque elas têm o mesmo tipo de corpo, o mesmo tipo de ser. Ela pode entender melhor as meninas que os meninos; meninos são um mundo à parte.
A fase homossexual é uma fase natural. Aí a sociedade ajuda as pessoas a permanecerem estagnadas novamente, porque ela cria barreiras entre homem e mulher, meninas e meninos. Se essas barreiras não estiverem aí, então a fase homossexual desvanece logo e o estágio heterossexual inicia o interesse no sexo oposto. Mas para isso a sociedade não dá muita oportunidade, uma grande Muralha da China existe entre menino e menina. Nas escolas eles têm que sentar separados ou têm que morar em alojamentos separados. O encontro deles, o seu estar juntos, não é aceito.
Separa-se o homem da mulher, criam-se compartimentos estanques: quando o homem quer amar, não pode encontrar a mulher, quando a mulher quer amar, não pode encontrar o homem. E isso também não é satisfatório, mas é melhor do que nada. A natureza tem que achar o seu caminho. Se você permite o curso natural, ela encontrará algum caminho indireto. De outra forma a homossexualidade é uma fase natural; passa por si própria.

E a terceira fase é heterossexual.

Osho

Marte








publicado por VTULESKI - Vanessa Tuleski

Marte é o regente de Áries. A cada 2 anos, mais ou menos, ele completa o giro por todo o zodíaco.

Marte simboliza a energia. É o modo que você faz as coisas: tanto a maneira como você executa tarefas como o modo como você se afirma. Isso explica porque alguns agem de forma enérgica ou e outros agem mais suavemente. Também explica porque alguns são mais explosivos e outros mais passivos.

Fora isso, Marte no mapa revela a energia masculina. No mapa dos homens, mostra como ele se afirma como homem, qual é o estilo dele. E no mapa das mulheres, o tipo de homem que as atrai.

A casa que Marte ocupa revela uma área em que você é mais ativo e afirmativo. Você tem muita energia para os assuntos daquela casa.

As pessoas com Marte destacado – por exemplo, na primeira casa ou em contato com o Sol ou a Lua, são batalhadoras, agitadas e de forte personalidade.

No texto abaixo, você encontra uma descrição do tipo de energia propiciada por cada um dos doze signos em que Marte pode estar. Você também encontrará uma descrição sobre o tipo de homem que se é quando Marte está em um signo ou o que a mulher procura em um homem, também de acordo com o signo.

Marte nos signos




Marte nos signos

ÁRIES Impulsivo, lança-se de cabeça em tudo o que faz. Arrojado, confia em si mesmo e tem energia abundante. Seu pique dura junto com o seu entusiasmo. É melhor líder e iniciador do que mantenedor. Tipo de agressividade: explosiva. Franco, objetivo, energético. É direto, espontâneo e audacioso na conquista. Homem ativo e espontâneo. Imagem viril, não gosta de ‘androgenia’. Mulher: Sente-se atraída por esportistas e homens de porte atlético. Gosta de homens que conquistem.

TOURO Age sempre de forma prática, visando manter o que conquistou. Se apega a métodos que já deram certo. Conservador, não gosta de mudanças. É muito paciente e persistente. Tipo de agressividade: teimosa. Lento, gosta de dar presentes e tem paciência para a conquista. Não avança sem ter pequenas
confirmações de que é benquisto. Homem bem sucedido, calmo e estável. Mulher: Sente-se atraída por uma voz bonita e um jeito carinhoso.
Gosta quando o homem lhe dá presentes e algum tipo de segurança. Prefere homens que
conquistem com paciência e adulação.

GÊMEOS Energia inquieta, gosta de fazer várias coisas ao mesmo tempo ou variar de atividades. Flexível, trabalha bem com idéias e tem agilidade com as mãos. Pode demonstrar um pouco de dúvida entre variações. Tipo de agressividade: mental. Conquista falando e com o seu bom humor. Seu modo de paquerar pode ser brincadeira ou coisa séria.
É flexível e tem facilidade em manter uma conversa interessante.Homem falante, versátil, bem humorado e bem informado. Deve-lhe ser mentalmente estimulante.
Mulher: Tende a gostar do tipo mais alto e magro, com mãos bonitas. É conquistada pela conversa.
Precisa de um espaço para decidir, não gosta de ser pressionada.

CÂNCER Age movido por sentimento. Sua forma de agir é sempre protetora e mantenedora. Gosta de gastar energia com sua família, casa ou com seus assuntos particulares. Tipo de
agressividade: emotiva. Sensível, teme a rejeição. Fica evidente que gosta, mas ao mesmo tempo fecha-se. Prefere que a
mulher tenha alguma iniciativa. Demonstra seu interesse sendo protetor e carinhoso. Homem carinhoso e um pouco tímido. Mulher: Gosta de se sentir segura e protegida. É conquistada pela
atenção que recebe desse homem. Homens que abordem de maneira fria tem pouca chance, pois gosta de perceber algum sentimento.

LEÃO Age movido por orgulho. Quer que suas ações apareçam e que os resultados delas sejam elogiados. Gosta de gastar energia com diversão e projetos criativos. Tipo de agressividade: orgulhosa. A conquista é uma questão pessoal. Quer impressionar e chamar a atenção, por mais tímido que seja, na verdade. É generoso, podendo gostar de dar presentes e fazer grandes gestos. Em geral, tal posicionamento costuma ser bastante autoconfiante. Homem autoconfiante, chamativo, criativo. Prefere os tipos mais alegres ou seguros. É conquistada pela personalidade. Mulher: Pode gostar de uma certa briguinha de egos, muito embora queira ser considerada uma pessoa especial. Fisicamente, os homens de peito largo e quadril estreito podem atraí-la.

VIRGEM Gosta de procurar os métodos e as técnicas adequadas. Perfeccionista, pode revisar muitas vezes tudo o que faz. Tem necessidade de voltar sua energia para trabalhos práticos e úteis.
Muita energia nervosa. Tipo de agressividade: crítica. É um pouco tímido para conquistar. Tem medo de ser criticado. Entretanto, faz pequenas coisas significativas, que demonstram o seu interesse. Muitas vezes, ajuda de inúmeras maneiras a pessoa que deseja conquistar. Homem esforçado, discreto, exigente, perfeccionista. Arumado, de aparência cuidada e criterioso nas suas escolhas. Mulher: Sente-se atraída por sua evidente timidez por detrás do
jeito racional. Não gosta de homens excessivamente certos de si mesmo, e sim daqueles que têm a medida exata do que são. Um detalhe pode lhe chamar atenção.

LIBRA Pondera para agir e ouve a opinião dos outros. Não gosta de ações radicais ou turbulentas.
Gasta bastante energia em seus contatos sociais. Faz tudo com capricho e cuida da parte estética. Tipo de agressividade: ponderada. Conquista pelo charme, bom gosto, cultura. Necessita da concordância da outra pessoa, por
isso não faz corte quando a pessoa não parece interessada. Apesar disso, sabe agradar ao sexo oposto. Homem bonito, simpático, sociável. Prefere os tipos bem educados e que se vistam com bom gosto. Mulher: Gosta daqueles que sejam charmosos e bem articulados. Curte bastante o início da
paquera, e acredita que um homem tenha de ter sensibilidade e saber demonstrar o seu interesse.

ESCORPIÃO Age baseado em impulsos internos e sentimentos. Muitas de suas ações são transformadoras.
Forte energia sexual. Obstinação e persistência, quando começa vai até o final. Tipo de agressividade: instintiva. Cultiva o seu alvo como uma ‘presa’. Descobre a psicologia e os desejos da mulher que deseja conquistar. É sedutor e acena com o mistério. Homem sensual e misterioso. Mulher: Não quer uma ‘conquista fácil’, pois gosta do jogo. O olhar penetrante a atrai. Prefere os tipos bem masculinos, mas sensuais. Quer um homem que desperte sentimentos fortes. É conquistada pelo magnetismo.

SAGITÁRIO Age buscando liberdade e aventura. Adora descobrir coisas. Sua energia depende de seu entusiasmo por algo. Busca alvos. Pode gostar de esportes e desafios. Tipo de agressividade: conquistadora. Franco na sua abordagem, encara a conquista como uma aventura. Acredita que é necessário arriscar para conseguir algo e não se intimida com recusas. É alegre e independente. Homem aventureiro, alegre, solto. Gosta dos tipos extrovertidos. Mulher:Prefere homens que a convidem a fazer loucuras. Pode gostar dos tipos esportivos. Em geral, prefere os homens mais altos e com um jeito meio desligado. Pode gostar de homens com pernas bonitas.

CAPRICÓRNIO Age calculadamente, sempre avaliando as conseqüências. Gasta energia com realizações e profissão. Não gosta de errar ou ser repreendido. Trabalho feito com cuidado e rigor. Tipo de agressividade: realizadora. Cauteloso, teme a rejeição, por isso não demonstra de cara seus sentimentos. Exteriormente, pode demonstrar confiança e experiência. Homem ambicioso, bem sucedido. Prefere homens ‘convencionais’, com um jeito concentrado e responsável. Mulher: Sente-se atraída por executivos e homens de sucesso. Acredita que o homem que gosta tem que ter paciência, método e perseverança ao conquistar uma mulher. A roupa pode ser um fator determinante na escolha.

AQUÁRIO Sente impulsos e gosta de agir de forma imprevisível e com liberdade. Gasta energia com amizades e sociabilidade. Tem necessidade de agir de modo independente, mas também gosta das realizações em grupo. Tipo de agressividade: radical. Tenta abordagens originais e diferentes. Acredita que é preciso haver interesse mútuo, por isso não pressiona. Se a paquera não deu certo, tranformar-se em amizade. Homem criativo, diferente, original. Admite um certo grau de androgenia. Mulher: Sente-se atraída pela mente do homem. Prefere tipos que se aproximem como amigos e que sejam bons de conversar.
Pode gostar de homens que valorizem as amizades e o convívio social. Quer ter liberdade para decidir.

PEIXES Age movido por sonhos e ideais. Gasta energia com mundo interior. Prefere agir de modo suave e indireto. Não impõe: insinua. Pode gostar de ajudar as pessoas. Tipo de agressividade: sutil. Paquera por meios indiretos. Sutil, romântico, avança de modo suave. Não gosta de impor o que sente e mede com sua sensibilidade o interesse da outra pessoa. Homem sensível, criativo, imaginativo e perceptivo. Mulher:Pode gostar de artistas. O tipo mais tímido ou que não se revele inteiramente lhe é mais interessante. É conquistada por poesia e gestos delicados. A conquista tem de ser mágica e sutil.

Veja também:



http://www.astrothon.com/Planetas/SubPlanetas1189801619